Simule o que um grupo pensa sobre qualquer tema, e por que pensa assim, em minutos e quantas vezes quiser.
Você dá um assunto e algum material sobre ele. O sistema lê esse material, identifica os personagens e temas principais, cria um grupo de pessoas fictícias com opiniões diferentes e faz elas conversarem entre si sobre o assunto. No fim, ele resume o que aconteceu: quais opiniões ganharam força, onde houve mais discordância e para onde a conversa parece estar caminhando.
É uma forma de simular um debate de opinião pública e ver tendências aparecerem, sem precisar entrevistar ninguém de verdade.
De duas fontes, e você decide quais usar:
Dá para usar só os documentos, só a internet, ou os dois juntos. Se escolher "Somente web", você nem precisa subir arquivos.
Os arquivos que você envia são usados apenas para gerar o seu estudo: o sistema lê o material, roda a simulação e produz o relatório. Eles não ficam visíveis para outros usuários e não são aproveitados em estudos de outras contas.
Assim que o estudo termina, os arquivos enviados são apagados do servidor — em toda simulação, tenha ela dado certo ou não. Só o relatório final fica salvo em "Meus relatórios", na sua conta, até você apagar.
O sistema simula o que um grupo pensa sobre um assunto. Quanto mais clara e bem direcionada for a pergunta, melhor o resultado. Cinco princípios simples:
São os personagens e assuntos principais que o sistema encontra no material. Numa eleição, os tópicos e nomes costumam ser os candidatos, os partidos e os temas em disputa. Para uma marca, são o produto, os concorrentes e características como preço, qualidade e atendimento.
O sistema também anota se cada tópico ou nome aparece sendo falado de um jeito mais positivo, mais negativo ou misturado.
É uma pessoa fictícia criada para a simulação. Cada cidadão sintético tem idade, gênero, região, escolaridade, religião e cor/raça, além de um jeito de ser e uma opinião inicial sobre o tema. Cada estudo usa 20 cidadãos sintéticos — o suficiente para dar variedade e recortes por grupo sem encarecer demais.
E o grupo não é sorteado no escuro: a composição dos cidadãos sintéticos segue as proporções reais da população adulta do público que você escolher — o Brasil inteiro ou os estados selecionados —, segundo o Censo 2022 do IBGE. Ou seja, o conjunto espelha o lugar do estudo, nas idades, na escolaridade, na religião.
Vale deixar claro: os cidadãos sintéticos não são pessoas reais e não são uma amostra de pesquisa. São personagens montados pelo sistema para representar tipos diferentes de gente que poderia opinar sobre aquele assunto.
A personalidade é o jeito de cada um debater. Existem cinco tipos:
Cético: desconfia, custa a mudar de ideia.
Entusiasta: defende a sua posição com energia.
Neutro: pondera os dois lados.
Influenciador: tende a puxar os outros para o seu lado.
Seguidor: se convence com facilidade.
A suscetibilidade é o quanto a pessoa muda de opinião quando conversa com alguém. Um cético muda pouco; um seguidor muda fácil.
É o lado ou a leitura que ele defende. Pode ser um produto, uma opção ("a favor da regulamentação"), uma narrativa ("aprovação de gestão") ou "indeciso". Durante a simulação, a posição de um cidadão sintético pode mudar se ele for convencido em uma conversa.
Em estudos de eleição, além da posição, cada cidadão sintético tem também a sua inclinação de voto — em quem ele votaria —, mostrada separadamente no relatório (veja "Inclinação de voto" vs "Posições e narrativas", na seção O relatório).
O sistema junta os cidadãos sintéticos em duplas e faz cada dupla conversar sobre o tema. Um defende seu ponto, o outro responde. Depois da conversa, cada um pode manter ou mudar a sua opinião. Cada uma dessas conversas é um debate.
Porque é aí que aparece coisa interessante. Duas pessoas que já concordam não vão mudar de ideia. Uma conversa entre lados opostos mostra o que convence e o que não convence. O sistema usa as relações entre os tópicos e nomes (quem é concorrente de quem) para colocar mais vezes lados opostos frente a frente.
Uma rodada é uma leva de debates. Quando ela termina, as opiniões já atualizadas seguem para a rodada seguinte. Quanto mais rodadas, mais tempo as opiniões têm para evoluir. Cada estudo roda 5 rodadas.
Porque uma conversa simulada, como uma conversa real, tem acaso: rodando de novo, o resultado muda um pouco. Em vez de esconder isso, o sistema roda o estudo inteiro várias vezes, de forma independente, e mostra no relatório o quanto o resultado variou entre essas execuções.
Se a mesma posição lidera em todas as execuções, a leitura é firme. Se a liderança troca de mão, o relatório avisa. É por isso que ele diz coisas como "liderou em 5 de 5 execuções" e mostra a variação do apoio. Cada estudo roda 5 execuções — o suficiente para separar o que é sinal do que é acaso, sem alongar demais o tempo.
São cinco, nesta ordem:
Leitura do material: o sistema lê seus arquivos e/ou busca na internet.
Identificação dos tópicos e nomes: ele lista os personagens e temas e como cada um aparece.
Criação dos cidadãos sintéticos: ele monta o grupo de pessoas fictícias com opiniões variadas.
Debates: as duplas conversam ao longo das rodadas e as opiniões se mexem.
Relatório: ele resume tudo que aconteceu.
Na tela, você acompanha esse progresso ao vivo, etapa por etapa.
Não. A simulação continua rodando no servidor mesmo se você fechar a aba. Quando terminar, o relatório fica salvo em "Meus relatórios" e você também recebe uma cópia por e-mail.
É o tipo de assunto que você está analisando. Mudar o domínio muda quem são os cidadãos sintéticos e que tipo de tópico ou nome o sistema procura. Há três:
Eleitoral: eleições e candidatos. Os cidadãos sintéticos são eleitores.
Marca / Produto: lançamentos e percepção de marca. Os cidadãos sintéticos são consumidores.
Tema social: opinião sobre uma questão (por exemplo, a legalização de algo). Os cidadãos sintéticos representam a população em geral.
No modo "Automático", o sistema decide sozinho a partir do tema e dos textos. Mas você pode forçar um domínio se preferir.
É o recorte geográfico da simulação. Você escolhe entre Brasil (a composição segue a população adulta do país inteiro) ou estados específicos — um ou vários, com atalhos por região (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste, Sul).
A composição dos cidadãos sintéticos sempre seguirá as proporções reais da população adulta do lugar escolhido (o estado, os estados ou o Brasil), segundo o Censo 2022 do IBGE. Assim, um estudo sobre um assunto de Goiás usa goianos, não uma amostra do país todo. Ao escolher vários estados, o sistema mostra a mistura (ex.: "SP 62% · PR 16% · ...") calculada pela população de cada um.
Se o tema já indica um estado (ex.: "governo de Goiás"), o sistema sugere o recorte — mas é só uma sugestão: você confirma ou muda como quiser.
Narrativas, grupos, dinâmica e recortes demográficos, com um pacote de auditoria: as transcrições fala a fala de todas as execuções, as fontes e as posições rodada a rodada. Cada afirmação do relatório é conferível na origem.
Ele resume o resultado da simulação em algumas partes: a posição que mais cresceu, um ranking dos tópicos e nomes, a divisão das opiniões, os grupos que se formaram, os pontos de maior briga, os argumentos que nenhum lado conseguiu derrubar (e os que caíram), a leitura por grupo demográfico — região, idade, escolaridade e outros recortes —, recomendações práticas e uma conclusão. Abaixo, o que cada parte quer dizer.
Esses três números são contados direto dos cidadãos sintéticos no fim da simulação. Não são chute do sistema. Em estudos de eleição, esse resumo aparece sobre o voto — "Votam no líder / Votam em outros / Indecisos" — e vale a mesma lógica.
Os três sempre somam 100%. Um detalhe importante: "apoiam a principal opção" não quer dizer aprovação no sentido de "acham bom". Quer dizer "estão do lado da opção que está na frente".
E quando a pergunta tem várias opções? (vários nomes, produtos, alternativas...) Aí preste atenção: "apoiam outras opções" junta todas as demais somadas, não é rejeição à principal. Veja um exemplo com 12 cidadãos sintéticos: 5 na opção A, 3 na B, 2 na C, 2 indecisos. O resultado fica "apoiam a principal opção (A): 42%", "apoiam outras opções: 42%", "indecisos: 17%". Os 42% de "outras opções" estão divididos entre B e C, então a A ainda é a que está na frente, com a maior fatia sozinha.
Por isso, para saber qual opção está ganhando, olhe a Distribuição de apoio no relatório: ela mostra quanto cada opção recebeu, separadamente. A maior barra é a que está na frente. O trio "principal opção / outras / indecisos" serve para uma leitura rápida: diz se a opção principal tem maioria sozinha ou se a preferência está espalhada entre várias.
É a opinião ou o nome que mais ganhou força ao longo da simulação. Numa eleição, costuma ser o candidato com mais apoio no fim. Numa marca, a percepção que mais se firmou.
São dois recortes diferentes, e o relatório eleitoral mostra os dois:
Por isso separamos: um cidadão pode defender a narrativa "aprovação de gestão" e votar no candidato A. Se você quer saber a intenção de voto, olhe a Inclinação de voto; se quer entender os argumentos, olhe as Posições e narrativas. Os recortes por segmento, numa eleição, são calculados sobre o voto.
É a lista dos tópicos e nomes em ordem de força na simulação. Para cada uma, o relatório traz um resumo de como ela foi vista e os principais pontos a favor e contra que apareceram nas conversas.
Os insights são observações concretas que dá para tirar do que aconteceu. A conclusão é um parágrafo final que amarra tudo e diz para onde a opinião parece estar indo.
Se você ligou a busca na internet, no fim do relatório aparece a lista dos sites que o sistema consultou. Serve para você conferir de onde veio a informação.
Pode. Abaixo do relatório há um chat para conversar com o estudo: perguntar por que um cidadão sintético mudou de lado, qual argumento derrubou uma tese, como um grupo específico reagiu. As respostas usam apenas o material daquela simulação — os debates, as fontes e o relatório —, não conhecimento de fora.
Cada relatório inclui 15 perguntas, e o chat continua disponível quando você reabre o relatório em "Meus relatórios".
Tem três botões no topo do relatório:
Dá. Abaixo de cada relatório salvo há o botão Baixar pacote de auditoria (ZIP). Dentro dele está a matéria-prima que sustenta o relatório, para você (ou um terceiro) conferir de forma independente:
O pacote não contém as instruções internas nem o código do sistema — só o rastro dos dados do seu estudo. Fica disponível para os estudos gerados a partir do lançamento do recurso.
Uma pesquisa te dá um número num momento: "X% responderam isso". É cara, demora para montar e, quando fica pronta, é uma foto parada. O Torapredict faz outra coisa. Ele simula um grupo conversando, então você não vê só o número: vê o porquê. Os argumentos que convencem, os que travam, e como a opinião muda quando os lados se enfrentam.
E você roda quantas vezes quiser, sem recrutar nem entrevistar ninguém. Dá para testar cenários: "e se a gente comunicar deste jeito?", "e se entrar um concorrente novo?", "como o público reage se o foco for o preço em vez da qualidade?". Cada mudança é uma nova simulação, pronta em minutos — não em semanas.
Esse não é o trabalho dele. Ele não é uma pesquisa com amostra da população e não te dá uma probabilidade de vitória. O que ele entrega ajuda mais na hora de decidir: você vê como um grupo pensa, discute e troca de lado, e onde cada posição é forte ou frágil. É a diferença entre olhar um placar congelado e assistir ao jogo acontecer.
Ela prioriza o que é mais recente, mas não dá para garantir que toda fonte seja dos últimos dias. A busca não tem um filtro de data exato, então pense nela como "puxa o que há de mais atual sobre o tema", e confira a lista de fontes no relatório quando a data for importante.
Para ensaiar antes de gastar. Você testa uma campanha antes de comprar mídia, vê como o público recebe um lançamento, descobre os argumentos que ganham e os que afastam, antecipa as objeções e ajusta a mensagem até ela ficar de pé. Tudo isso com um público simulado, a baixo custo e quantas vezes precisar.
Antes de oferecer o Torapredict a campanhas, testamos o método contra eleições que já aconteceram — é o que chamamos de backtest. A ideia é simples: se a eleição já passou, dá para comparar o que a simulação disse com o que as urnas realmente deram, e ver onde o método acerta e onde erra.
Fizemos isso com quatro disputas de governador de 2022. Para cada uma, montamos um dossiê só com informação pública de antes do primeiro turno e rodamos a simulação apenas com esse material, com a busca na internet desligada — e depois conferimos com a apuração oficial, com a fonte de cada número (pesquisa ou urna) para você checar. Publicamos os acertos e os erros.
Também publicamos uma demonstração completa do método aplicada a um debate atual — as apostas esportivas online. Ver a demonstração →
Um estudo completo fica pronto no mesmo dia, com relatório e pacote de auditoria.
Criar conta e rodar um estudo